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Especializada: Esôfago, Estômago, Intestino e Ânus

coordenacaoproctos@gmail.com

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Especialistas alertam para prevalência de problemas intestinais em crianças atípicas

O transtorno do espectro autista (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento cerebral geneticamente determinado, que se manifesta por padrões restritos e repetitivos de comportamentos, interesses e atividades, ou por déficits persistentes na comunicação e interação social.


Mudar o foco da atenção em relação ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem sido um passo crucial para a medicina moderna. Além das características neurodivergentes e comportamentais, médicos e pesquisadores chamam a atenção para uma condição frequentemente negligenciada, mas com impacto profundo na vida das crianças autistas: a conexão cérebro-intestino e a alta incidência de distúrbios gastrointestinais (GI).
Estudos clínicos recentes apontam que crianças no espectro autista têm até quatro vezes mais chances de desenvolver problemas intestinais crônicos em comparação com crianças neurotípicas. Entre os sintomas mais comuns estão a constipação grave, diarreia, refluxo gastroesofágico, dor abdominal e disbiose intestinal (desequilíbrio na flora bacteriana).


Segundo a médica gastroenterologista, Mônica Mesquita, “esses sintomas podem causar bastante desconforto no dia a dia e, muitas vezes, acabam sendo atribuídos a um comportamento da criança.”
Para uma criança autista — que frequentemente lida com desafios de comunicação e seletividade alimentar severa —, a dor intestinal não expressada verbalmente pode se manifestar por meio de:


• Aumento da irritabilidade, agressividade ou crises;
• Piora nos comportamentos repetitivos e estereotipias;
• Distúrbios severos do sono;
• Dificuldade de concentração e ganho de aprendizagem.


A seletividade alimentar — comum devido a sensibilidades sensoriais a texturas, cheiros e sabores — frequentemente restringe a dieta dessas crianças a alimentos ultraprocessados ou pobres em fibras, agravando o quadro de constipação.


O manejo eficaz requer o trabalho conjunto de pediatras, gastroenterologistas e nutricionistas. Especialistas reforçam ainda, a importância de pais e cuidadores observarem sinais indiretos de dor — como a criança pressionar o abdômen contra móveis, demonstrar inquietação após as refeições ou mudar drasticamente o padrão de evacuação — e buscarem orientação médica especializada.

Fontes: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5683266/

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